brain rot
Gíria da internet que evoluiu para descrever a decadência mental causada pelo consumo inconsciente de conteúdo online viciante e de baixa qualidade—e o próprio conteúdo lixo.
"A man with a beard and glasses is doing a YouTube explainer video. He is explaining that a lot of new words come from incel forums in the early 2000s. Then he discusses other words coming from Black culture. Key Quote: "These are all quintessential examples of brain rot." Tone: Informative"
Brain rot captura perfeitamente a ironia suprema da internet moderna: envenenamos voluntariamente nossas mentes com conteúdo tão agressivamente estúpido que precisamos de um termo médico para descrevê-lo. É a percepção coletiva de que em algum lugar entre seu 47º vídeo do Skibidi Toilet e descobrir o que significa "gyatt", seus neurônios começaram a entrar com pedido de indenização trabalhista.
A expressão evoluiu organicamente entre plataformas conforme as pessoas buscavam desesperadamente palavras para descrever a névoa mental após horas sendo alimentadas por algoritmos. Nenhum criador específico é dono dela—emergiu do caldo primordial de threads do Reddit, seções de comentários do TikTok e grupos de WhatsApp onde amigos tentavam explicar por que acabaram de passar três horas vendo alguém fazendo "mewing" no maxilar.
Brain rot se espalhou porque nomeou algo que todos reconheciam mas não conseguiam articular: aquela marca específica de vergonha digital quando você percebe que esteve minerando intelectualmente sua própria consciência. O termo ganhou legitimidade máxima quando Oxford o nomeou Palavra do Ano de 2024, provando que até dicionários podem pegar a podridão.
Agora as pessoas usam tanto como diagnóstico ("Estou com brain rot de tanto ver conteúdo Geração Alpha") quanto descrição ("Esse vídeo é puro brain rot").
